Começou a “babação de ovo” nesse blog! Faço questão de expor minha admiração pelos artistas que trabalho, principalmente quando o artista é Nute.

Originalidade é o maior traço desse grande músico. Eu faço uma leve comparação com o jeff Beck pelos fatores surpresa e atmosfera. Cada música recebe um tratamento e uma produção diferenciada. Algumas músicas foram fundamentais para o fortalecimento do projeto como “Luna” e “Água em Vinho”. Fungindo um pouco do padrão, suas músicas possuem muita dinâmica e conduz de forma agradável nossos ouvidos a prestarem atenção ao mais sutil toque. Hugo Nute tem também a missão espiritual de doutrinar nosso ouvidos!

Não recordo nenhum momento que ficamos sem idéias, inclusive, lembrei de uma frase que deu inicio a um novo som: “Quero fazer uma música esquisita!”. Tudo vem sendo construído de forma muito profissional, mas cada vez que aperto PLAY/REC fico adimirado com os resultados. Me sinto um Beatle!

Todas as guitarras e baixos são por conta de Nute. Eu gravei as bateras e percussão. Tivemos um excelente resultado com as experiências malucas. Aqui você confere o myspace que já possui um release muito bacana do grande Louis Vidovix. Espero que curtam e se divirtam.

Devo lhes apresentar com grande satisfação este magnífico trabalho realizado com pessoas de grande importância na minha vida e carreira. Neste livro de Lurdes de Campos Vieira e Alberto Marsicano apresentam, na melhor forma possível, a grandiosidade do trabalho com a Linha Cigana dentro da Umbanda e seus mistérios. Acompanhado de um CD com pontos cantados, desperta ainda mais a curiosidade e a magia que envolve esse povo espiritual. A gravação conta com os Ogans: Adriano Cazallas, Alberto Marsicano, Bernard Castilho e a belíssima voz de Lurdes de Campos Vieira. Foi um prazer em todos os sentidos produzir este disco e novidades aparecerão!

Acredito que a maioria dos músicos de e-music já conhecem ou ouviram falar da ferramenta Electribe•R da Korg, já que, há mais de uma década que o lendário sequenciador faz a cabeça de muitos Dj’s e Produtores. A novidade agora é que você tem as mesmas funcionalidades do sistema analógico num modelo digital graças à iElectribe, primeiro aplicativo para IPAD da Korg, tirando proveito da tela touch screen de 9,7 polegadas oferecendo um novo estilo de instrumento musical.

O iElectribe parece brinquedo mas não é. O aplicativo reproduz fielmente as capacidades da lendária série Electribe para o IPAD e a criação de som é fácil e intuitiva. Com 8 tipos de efeitos e 64 padrões pré-definidos (as patterns), as mesmas do Electribe•R, bem como novos modelos criados especialmente para o iElectribe. As patterns cobrem uma grande variedade de estilos, incluindo techno, house, electro, trance, drum ‘n’ bass, dubstep, hip-hop e R & B.

Ninguém espera muita coisa do Ipad, mas estou ansioso com as ferramentas de áudio que vão surgir e facilitar minha vida. O próximo passo das ferramentas digitais é tocar a música!

A Copa do Mundo começou e não falarão outra coisa nos próximos 30 dias. Vou aderir a tendência para comentar o universo musical que cerca esse grande evento. O EA SPORTS 2010 FIFA World Cup South Africa em si é algo que não me disponho a comentar, até porque não gosto muito de games, mas tenho grande satisfação em dizer que a sondtrack é a melhor que já ouvi! São 28 músicas de 28 artistas que estarão no jogo da Copa. São 20 países representados na lista. A principal música (ou música-tema, como preferir) será a oficial da Copa: Wavin’ Flag (Coca-Cola Celebration Mix) do somali K’naan. Teremos também duas músicas brasileiras! Ao contrário dos dois últimos FIFAs, que contavam com músicas brasileiras “alternativas”, teremos no jogo dois artistas consagrados: Marisa Monte“Não É Proibido”) e Sergio Mendes (com “Emoriô”). Eis a lista:

International – Baaba Maal (Senegal)

Kiyakiya – Babatunde Olatunji (Nigéria)

Saga – Basement Jaxx feat. Santigold (Inglaterra)

Restless – Buraka Som Sistema (Portugal)

Buscemi feat. Lady Cath – Dipso Calypso (Bélgica)

Wild & Raw – Fedde Le Grand feat. The Stereo MCs (Holanda)

Drumming Song – Florence + The Machine (Inglaterra)

The World Is All There Is – Fool’s Gold (EUA)

Papua New Guinea – Future Sound Of London (Inglaterra)

Oh Yeah – Gang Of Instrumentals (África do Sul)

Your Side – John Forté (USA)

Ones Who Fly Twos Who Die – Jonathan Boulet (Austrália)

Winner – Kid British (Inglaterra)

Wavin’ Flag (Coca-Cola Celebration Mix) – K’NAAN (Somália)

Last Rhythm – Last Rhythm (Itália)

The Instrumento – Latin Bitman (Chile)

Não É Proibido – Marisa Monte (Brasil)

Say Hey (I Love You) – Michael Franti & Spearhead feat.
Cherine Anderson (EUA)

Atomizer (Pathaan’s Dhol Mix) – MIDIval PunditZ (Índia)

In Search Of – Miike Snow (Suécia)

Strong Will Continue – Nas & Damian “Jr. Gong” Marley (EUA/Jamaica)

Africa Soccer Fever – Rocky Dawuni (Gana)

Rox – Rocksteady (Inglaterra)

Sia – Bring Night (Austrália)

Emoriô – Sergio Mendes (Brasil)

Fragment Eight “The Sound Of Swing” – The Kenneth Bager Experience feat. the Hellerup Cool School Choir (Dinamarca)

Warm Heart Of Africa (So Shifty Remix) – The Very Best feat. Ezra Koenig (Malawi/França/Suécia)

Percussion Gun – White Rabbits (EUA)

Para ilustrar esse post deixo Sérgio Mendes bordar vossas almas:

Viktoriya Yermolyeva, pianista ucraniana que me despertou um grande interesse a um tempo atrás. Poucos músicos conseguem manter uma popularidade sem estragar sua dedicação e bom gosto. Vika, como é conhecida, apesar da formação clássica, como é de se esperar de um pianista profissional, tem sua predileção pelo velho rock’n roll. Assim, começou a fazer versões para o piano de clássicos desse gênero musical. Confiram em vkgoeswild(canal no YouTube). Suas adaptações não possuem apenas técnica e criatividade, faz também excelente utilização dos recursos tecnológicos atuais, a midi(nova arma da música contemporânea!). Postarei ainda diversos trabalhos feitos com essa tecnologia que vem desafiando os estúdios de áudio de todo o mundo, fazendo amadores se tornarem os “reis da cocada preta” e deixando para trás músicos e profissionais de áudio que não conseguem se adaptar à evolução. Fiquem com essa magnífica interpretação da November Rain do Guns’n Roses:

MegaRex são os caras que não desistem nunca.A banda teve mais de 436 formações! Tiveram reuniões com praticamente todos os empresários e gravadoras do Brasil, e todos demonstraram profundo interesse na banda. No entanto, ninguém mexeu uma palha, transformando esse parágrafo em informação absolutamente desnecessária. Depois de tanta insistência chegaram a conclusão de que na terra do futebol o Mega não vingaria; partiram para a pancadaria na gringa! O resultado foi a transformação de “querendo ser” para “já é!”. Algumas canções foram adaptadas para o inglês, como a música “Misturada“, e outras surgiram dando um novo seguimento para suas pirações. Lançaram o novo EP “Recyclable Data” em Julho de 2009 e em breve teremos o seu mais novo álbum. Sinto que o Mega encontrou seu caminho…

Definitivamente gosto de ouvir esses caras. No primeiro álbum me identifiquei com os timbres e com a poesia “forçada”(percepção muito particular), mas a mídia no Brasil nunca mais foi impactada por uma banda de rock cômico, com influências de gêneros populares. Depois dos Mamonas Assassinas só foi possível o luto eterno. Nesse EP mostraram uma cara diferente e inovadora na língua inglesa. Desejo muita sorte a eles!